Quinta-feira, Março 23, 2006

Casos de VIH aumentam na Bélgica

Os casos de infecção por Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) estão em ascensão na Bélgica. De acordo com o Scientific Institute for Public Health, o contágio entre imigrantes e grupos nativos aumentou 43 por cento entre 1997 e 2004.

De acordo a entidade, são diagnosticadas com o vírus uma média de três pessoas por dia, sendo que na década de 80 a taxa era de dois por dia.
Neste país, 66 por cento dos homens seropositivos foram infectados por via homossexual enquanto que 87 por cento das mulheres foram infectadas pela via heterossexual.

Domingo, Março 19, 2006

Ano VIH: Do vício à SIDA

A heroína levou Afonso Pedro, actualmente com 38 anos, a conhecer a SIDA. É seropositivo desde 1996 e só deu conta da infecção quando decidiu abandonar a toxicodependência. “A doença estava mascarada com a droga”, conta.

Afonso é dos poucos seropositivos que não esconde a verdadeira identidade em público. Diz não recear possíveis actos de discriminação porque “Falar sem dar a cara é dar um passo em frente e outro para trás”. Conta ainda que quando vai às escolas conversar com jovens interpreta o papel de “alguém que gostava que tivesse surgido enquanto andava no liceu”.

O ex-toxicodependente dedica-se a tempo inteiro a campanhas de prevenção e alerta sobre a propagação do vírus: “As pessoas precisam de saber como as coisas são para conseguirem calcular os riscos que correm”, sublinha.

Afonso Pedro lembra o momento em que leu no resultado das análises ‘VIH positivo’: “Quando uma pessoa acaba de saber que é seropositiva fica completamente absorvida por isso. Passa a existir um seropositivo que vai morrer em breve e não sabe o que fazer.” Hoje, mais conformado, diz não saber se vai morrer de SIDA embora revele que a doença o “condiciona em muita coisa”.

Nota para quem visita “anovih@blogspot”

Este espaço deverá ser entendido enquanto lugar académico que pretende levar ao leitor um conjunto de notícias sobre SIDA e sobre o decurso de um trabalho jornalístico junto de pessoas infectas com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH).

Há que referir o apoio incondicional de profissionais das áreas da saúde, da comunicação social, da política e da geografia – os quais se têm tornado parceiros imprescindíveis na elaboração dos trabalhos apresentados.

As notícias que se referem ao trabalho junto de seropositivos são assinaladas com “Ano VIH”.

Sexta-feira, Março 17, 2006

Circuncisão masculina reduz transmissão de VIH

A transmissão do VIH e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST’s) a mulheres pode ser reduzida através da circuncisão masculina. A descoberta norte-americana não invalida a necessidade de prevenção.

Investigadores apresentaram recentemente em Denver, na 13ª conferência de retrovirais e doenças oportunistas, um estudo que demonstra que os homens circuncisados, além de correrem menos riscos de se infectarem, reduzem também em um terço a probabilidade de infectarem a parceira sexual do sexo feminino.

O estudo a que a Comissão Nacional de Luta contra a SIDA teve acesso analisou casais cujos indivíduos do sexo masculino estavam infectados com VIH/SIDA.
A investigação apresentada evidencia que a circuncisão masculina diminui o risco de transmissão das IST's, inclusive o VIH/SIDA, mas não o elimina por completo, sendo por isso fundamental manter comportamentos preventivos a este tipo de infecções.

Terça-feira, Março 14, 2006

VIH ataca mais pobres e desqualificados

O VIH está a atingir cada vez mais pessoas desfavorecidas e com pouca formação. A conclusão é do investigador e docente da Universidade do Minho Paulo Nossa. “Os últimos dados da infecção dão conta de indivíduos não qualificados e com poucos recursos”, disse.

O docente, orador do colóquio “Sexualidade” no Instituto Superior da Maia, a 09 de Março último, apontou para a “depauperação” da SIDA. “Actualmente, o vírus ataca mais indivíduos com carências a vários níveis e sinto que não há uma acção atenta sobre esta nova realidade.”

Paulo Nossa falou ainda da necessidade de haver “mudança de mentalidades na prevenção de SIDA”, sendo que as campanhas em Portugal, “por muito boas que sejam, não são suficientes”, concluiu.

Domingo, Março 12, 2006

Imagens de SIDA em Arcos de Valdevez

A SIDA está em destaque em Arcos de Valdevez. "Diversidades" é o nome da exposição temática sobre a doença, patente no auditório da casa das artes da vila alto minhota até 26 de Março.

No espaço são exibidas imagens alusivas à doença, assim como imagens de campanhas de prevenção realizadas em vários países dos cinco continentes do mundo.

Com o objectivo de difundir uma visão geral das múltiplas sensibilidades na luta contra a pandemia, os responsáveis realçam a "necessidade de haver atenção a esta problemática e aos implicados na prevenção".
A exposição resulta de uma iniciativa da Comissão Distrital de Luta Contra a Sida de Viana do Castelo em parceria com a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez e o centro de saúde local.

Sexta-feira, Março 03, 2006

Fundação Bill Clinton empenhada no combate da SIDA

A Índia foi o país escolhido para Bill Clinton avaliar o trabalho da fundação que preside, no âmbito do combate da infecção VIH/SIDA.

Segundo a Focus, o segundo país do mundo com mais pessoas infectadas – mais de cinco milhões –apresenta uma situação “drasticamente diferente de há três anos”. Em causa está a implementação de um plano de apoio aos infectados, de incentivo ao teste e de negociações com as principais farmacêuticas de anti-retrovíricos para diminuição dos preços destes medicamentos.

A Fundação Bill Clinton foi criada em 2002 e fornece apoio financeiro e técnico em cinquenta e cinco países da África, Ásia, Caraíbas, América Latina e Europa de Leste, e tem como principal objectivo travar a expansão do VIH/SIDA.

Quarta-feira, Março 01, 2006

Corrupção contribui para propação da SIDA

A corrupção nos sistemas de saúde de todo o mundo priva milhões de pessoas de cuidados médicos essenciais e contribui para a propagação de doenças fatais resistentes aos medicamentos – como a SIDA –, denuncia o Relatório Global sobre Corrupção 2006.

“O preço da corrupção no sistema de saúde é pago pelo sofrimento humano,” denuncia o relatório da Transparency International, a que Deutsche Presse-Agentur teve acesso. “A corrupção pode contribuir directamente para a infecção quando as medidas para o baixo-custo, como as agulhas esterilizadas e triagem das dádivas de sangue, não podem ser realizadas”, continua.

Enquanto a comunidade global tem respondido contra a SIDA – aumentando o suporte financeiro – o esforço não será eficaz a não ser que a corrupção seja reprimida, completa a relatório.

A Transparency International alega mesmo que alguns ministros e outros membros relacionados com a SIDA estão a “roubar dinheiro” destinado aos cuidados de saúde a doentes com SIDA.

Cita, por exemplo, a Costa Rica, onde quase 20 por cento de um empréstimo internacional para o equipamento sanitário do país no valor de 33 milhões de euros "desapareceram em cofres privados"; ou o Camboja, onde alguns indicadores de saúde pioraram "devido, em parte, a desvios dos fundos governamentais para a saúde", cinco por cento dos quais nunca chegam a sair do Governo central.

Ainda o Quénia, onde a Comissão Nacional de Luta Contra a Sida foi "transformada em galinha dos ovos de ouro e explorada por altos funcionários" para seu exclusivo benefício, através de "organizações fantoche" especialmente criadas para desviar os fundos canalizados pela comunidade internacional para a luta contra a doença.

Em vários países, acrescenta, os prestadores de cuidados médicos exigem o pagamento de serviços que, por lei, são gratuitos. É o caso da Bulgária e de "quase todos os países do sudeste da Europa" onde, segundo o relatório, é frequente os médicos receberem pagamentos informais ou presentes pelos seus serviços, ou das Filipinas, onde um aumento de dez por cento dos casos de extorsão pelo pessoal médico nos últimos anos reduziu em até 20 por cento a taxa de vacinação das crianças.

O relatório adverte, por outro lado, que a corrupção estimula um lucrativo tráfico de medicamentos falsificados e mina o combate a doenças como a Sida, ao impedir a distribuição de agulhas esterilizadas ou a análise do sangue proveniente de dadores, porque a distribuição ou desvio ilegais esgotam os produtos armazenados.